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 [Lennegezh Breizh] Literatura Bretã

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Ana Catarina de Monforte
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MensagemAssunto: [Lennegezh Breizh] Literatura Bretã   Sab Jan 14, 2012 11:54 pm


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Ana Catarina de Monforte


Última edição por Ana Catarina de Monforte em Qua Jan 18, 2012 12:22 am, editado 6 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: [Lennegezh Breizh] Literatura Bretã   Ter Jan 17, 2012 2:36 pm





Código:
Desde sempre que o castelo de Tremazan, localizado na ponta oeste da Bretanha, proximo de Brest, integrou os dominios da familia Chastel, uma familia de pequenos fidalgos que a epoca prestava vassalagem ao rei frances. Gurguy de Tremazan era o primogenito e apos dez anos ao servico do rei de Franca regressou as terras da Bretanha para reencontrar a familia.
   A madrasta foi a primeira a ve-lo e nao tardou a contar-lhe tudo o que acontecera na sua ausencia. A madrasta invejava a beleza de Haude, a irma mais nova de Gurguy, por isso as suas palavras cheias de fel e mentiras elaboraram um quadro tao negro dela que o irmao ficou fora de si.
   E assim que Haude apareceu Gurguy empunhou a espada e ali mesmo, de um so golpe, cortou-lhe a cabeca. Logo se arrependeu pelo seu acto irreflectido, mas ja era tarde. Haude estava morta, para jubilo da sua madrasta.
   Gurguy ficou consternado pelo seu erro e deambulou pelo castelo ate aos aposentos do pai, no entanto, antes que ele lhe pudesse contar o sucedido Haude apareceu entre eles, segurando a cabeca decepada nas maos e com toda a simplicidade pousou-a no seu lugar original. Expôs ao pai e irmao a traicao da sua madrasta, que confrontada negou todas as acusacoes e por isso foi fulminada por um raio divino de seguida.
   Haude depois de perdoar o irmao desapareceu da mesma forma como tinha aparecido. No entanto Gurguy ficou inconsolavel e dirigiu-se ao bispo Saint Paul para lhe pedir a absolvicao dos seus pecados, este aconselhou-o a penitenciar-se. Foi o que ele fez, jejuou por quarenta dias e ficou transformado, uma coroa de fogo caiu-lhe sobre a cabeca e fe-lo retornar ate junto do bispo. Gurguy decidiu assumir o habito monastico e rebaptizar-se com o nome de Tanguy. Ate ao fim dos seus dias levou uma vida de homem santo, e foi o fundador da abadia de Lokmazhe em Plougonvelen.

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Última edição por Ana Catarina de Monforte em Qui Jan 19, 2012 10:40 pm, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: [Lennegezh Breizh] Literatura Bretã   Ter Jan 17, 2012 4:06 pm





Código:
O Korrigan significa pequeno anão em bretão. Os korrigans às vezes também são chamados de poulpiquets, kormandons, kérions ou ozégans são espíritos tomando a aparência de anões na tradição celta e em particular na Bretanha. Benévolo ou malévolo de acordo com as circunstâncias, eles são capazes de uma extrema generosidade mas igualmente capazes de uma terrível vingança. A sua aparência é variada, podem ser dotados de magníficos cabelos e de luminosos olhos vermelhos, com os quais é suposto conseguirem enfeitiçar os mortais, ou serem descritos como pequenos, pretos, peludos, chapéu de topo achatado com fitas de veludo, as meninas usam bonés violetas. Os Korrigans fazem assim parte do chamado pequeno povo, composto igualmente por fadas, duendes e outras criaturas fantásticas.

Os contos ocorrem com mais frequência em grutas ou em antas para os mais sortudos. Mas eles também assombram nascentes, fontes ou os pântanos do país bretão.

A eles são atribuídos os anéis de fadas que às vezes se encontram nos prados e florestas. Diz-se que eles fazem um círculo ao entardecer do dia para dançar. Aos mortais que os incomodam eles podem-lhes propor desafios, que se bem sucedidos podem dar direito a um desejo (em geral para os homens de bem), mas em caso de falha transformam-se em armadilhas mortais que os levaram directamente para o inferno ou para uma prisão subterrânea sem esperança de libertação. Na noite de 31 de Outubro diz-se que eles permanecem perto dos dolmens, prontos a levarem as suas vitimas para o mundo subterrâneo para vingar os mortos.

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Última edição por Ana Catarina de Monforte em Qui Jan 19, 2012 10:41 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: [Lennegezh Breizh] Literatura Bretã   Qua Jan 18, 2012 12:04 am






Código:
Tristao reencontrou o seu tio Marc'h aquando a morte dos seus pais. Marc'h pretendia casar-se e Tristao ofereceu-se para conquistar Isolda, a filha do rei da Irlanda. Ele foi para a Irlanda e logo de seguida solicitou a mao de Isolda para o rei Marc'h. O pai desta aceitou, tal arranjo iria fortalecer os lacos entre a ilha e a peninsula, e embora a filha se tenha mostrado irritada com o arranjo ela obedeceu ao pai e embarcou.
   No barco que navegava para a Cornualha os dois jovens beberam por engano uma pocao do amor destinada ao rei Marc'h. A magia funciona e o casal apaixonou-se. No entanto, Isolda casou-se com o rei. Algum tempo depois o rei Marc'h descobriu os dois amantes dormindo, nao estava junto a eles a espada de Tristao; senhor de si mesmo o rei colocou a sua arma junto do casal e afastou-se calmamente. Ao acordarem deram pla espada de Marc’h, envergonhados por terem sido descobertos mas tocados pela indulgencia do rei, decidiram separar-se. O rapaz voltou novamente para a Bretanha, a terra do seu pai; e tomou sem nenhuma alegria uma esposa, sem no entanto nunca esquecer Isolda que por vezes reencontrava ao atravessar secretamente o canal.
   Gravemente ferido numa batalha, ele fez procurar Isolda que conhecia remedios miraculosos, e recomenda aos marinheiros que icem uma vela branca no retorno se a jovem vier a bordo. Assim que informada do risco de morte de Tristao, Isolda mete-se no oceano e navega ate a Bretanha, e a chegada ica as velas brancas. Infelizmente quando o barco da a costa a esposa de Tristao, ciumenta, diz-lhe que chegara um navio de velas negras. Achando-se perdido, o ferido reúne as forcas que lhe restavam e trespassou-se com a espada; informada logo apos desembarcar a rainha morreu de desespero.
   O rei Marc'h ao ser informado da terrivel noticia partiu para a Bretanha, trazendo consigo os corpos dos dois amantes para a Cornualha. Os seus túmulos foram construidos bastante proximos. E apos a primeira noite uma forte retarba surgiu, perfurando os caixoes e unindo os dois corpos; esta sempre que era cortada surgia de novo cada vez mais forte. Comovido, o rei ordenou que fosse protegido aquele vinculo sobrenatural.

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[Lennegezh Breizh] Literatura Bretã
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