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 [RP] A Caçada

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AutorMensagem
Vitor Pio
Visconde de Santo Tirso
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Mensagens : 28
Data de inscrição : 16/02/2011
Localização : Ourém

MensagemAssunto: [RP] A Caçada   Qua Abr 06, 2011 3:53 pm

Já estava a esperar por uns vinte minutos em frente a torre que algum soldado lá fosse para acompanhar Vitor em sua caçada semanal. Ora, o capitão Hermingues bem sabia que aquele era o dia de caçar e provalmente esqueceu-se de mandar alguém para auxiliar o filho da Condessa. Enquanto punha-se a esperar, vê um rapazinho sujo a quem chama com autoridade:

- Rapaz, como te chamas?

- Felipe, senhô.

- Pois bem jovem Felipe, imagino que saiba onde fica o capitão Hermingues. Corra até ele e mande-o enviar até mim um soldado para auxiliar-me em minha caçada. Vamos, corra!

E disse-o logo após jogar algumas moedas de cruzado para o jovenzinho.


Última edição por Vitor Pio em Sex Abr 08, 2011 4:36 pm, editado 2 vez(es)
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[pnj] Gonçalo Hermingues
Capitão da Guarda Condal
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Mensagens : 10
Data de inscrição : 23/03/2011
Localização : Castelo de Ourém, Condado de Ourém

MensagemAssunto: Re: [RP] A Caçada   Qui Abr 07, 2011 1:48 pm

Estava um início de tarde quente, Hermingues já tinha despachado os trabalhos do dia logo de manhã, entretanto tinha ido almoçar à taverna do senhor Augusto. Sem nada para fazer e com o estômago consolado, o capitão decidira fazer uma ronda pela vila.
Desceu a calçada lateral à Igreja e parou junto à fonte para refrescar a garganta, estava imenso calor, era exactamente naquelas alturas que se lastimava por ter que envergar aqueles 6 kg de ferro que lhe serviam de armadura.
Na fonte conversou com alguns populares que ali se encontravam à sombra a discutir agricultura ou a vida alheia.

Eis que um miúdo dos seus sete ou oito anos desata a correr que nem uma lebre a mesma calçada que o capitão descera pouco antes, e a gritar pouco compreensivelmente, devido à falta de dentes, o seu nome.


- Capião... Capião Hémingue! Capião!!

Hermingues encarou o moço com um ar sério e interrogou-o abruptamente.

- Que queres tu afinal?

O rapazito limpou o suor da testa e entre soluços esbracejou, dizendo:

- O senhô fiú... ahhh...da couêza, uff... ele tá à zua péa. Pa í cazar!!

O petiz sentou-se no chão para recuperar o folgo, por sua vez Hermingues ficou a olhar para ele atordoado, a tentar decifrar aquela "mensagem código".

- O filho da condessa... casar? Mas como é isso possível se ele é um homem de Jah?! - Gonçalo estava cada vez mais confuso, e prestes a dar um correctivo ao rapaz por este lhe estar a fazer perder o seu precioso tempo.

Já Felipe, cansado da correria e de não estar a ser compreendido, estava a perder a paciência.

- Agrh! Ma quem faóu em casar? Ê dize cazar!! Cazar! Cazar, ele qué í à caza!!

O pequeno vermelho de raiva pulava e gritava. Hermingues percebeu então finalmente o que ele estava a querer dizer... - É hoje a caçada de Dom Vitor Pio... esqueci-me! - pensou o capitão atrapalhado pelo seu erro. Voltou-se então para a criança e resmungou.

- Cala-te, já percebi o que disseste! - sacou da sua bolsa e retirou dela uma moeda de cobre - Agora toma lá, vai comprar um naco de pão e sai daqui antes que leves.

Felipe tomou a moeda nas suas pequenas mãos e correu para a taverna, para a gastar.

Hermingues, no entanto, correu até à porta da vila, ali bem perto, e chamou o sentinela que ali se encontrava de guarda.

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[pnj] Pêro de Aire
Guarda Sentinela
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Mensagens : 2
Data de inscrição : 07/04/2011
Localização : Serra d'Aire, Condado de Ourém

MensagemAssunto: Re: [RP] A Caçada   Qui Abr 07, 2011 3:33 pm

Pêro de Aire, nascido e criado naquela serra, situada a noroeste dali era um rapaz reservado. Fora recrutado para a guarda do Condado há pouco tempo. Na sua aldeia natal ganhava a vida como pastor, por isso conhecia como ninguém aquela zona, sabia quais os bosques mais ricos em bagas e caça, os prado mais verdes e os pinhais com a melhor madeira da região.
Devido à sua constituição franzina fora colocado como sentinela da porta da vila. Não era um trabalho desgastante, apesar do incómodo constante que era a armadura, e que ainda não se habituara. Limitava-se a controlar quem entrava e saía, normalmente aldeões e camponeses, mas por vezes chegavam visitantes, esses tinham que ser encaminhados até ao capitão, para lhes ser entregue um documento que comprovasse a sua entrada na vila.

Naquela tarde o sol estava bastante quente, por isso Pêro sentou-se à sombra do lado de dentro do arco da porta. Passava as suas tardes a talhar pedaços de madeira, com auxílio duma faca gasta.
Estava ele a talhar algo que se assemelhava com uma cabra, quando viu chegar o capitão à fonte, ali ao pé. Pêro levantou-se e escondeu a cabra e a faca, observou de longe o seu superior, que entretanto terá metido conversa com uma criança, não se esforçou para ouvir o diálogo, mas apercebeu-se que este deixara o Capitão Hermingues consternado.
Para seu pavor, o capitão correu na sua direcção depois de ter despachado o rapazito com uma moeda, Pêro encostou-se à parede das traseiras da Igreja, que estava ligada ao arco da porta, e rezou a todos os santos e arcanjos que conhecia na esperança de não ser o responsável pela ira do capitão.


- Rapaz, anda comigo! - ordenou Hermingues

A voz firme do capitão deixou-o ainda mais aterrado, por pouco não se enfiou no interior da armadura. Conseguiu apenas gaguejar uma curta resposta afirmativa que Hermingues nem sequer ouviu, por já lhe ter virado costas e começado a subir a calçada paralela à igreja a correr.
Pero tentou acompanhar o seu passo, com dificuldade, mas mantendo sempre uma distância de segurança.


- Conheces bem a zona, não conheces? - perguntou o capitão olhando-o do canto do olho.

Pêro respirou fundo e respondeu devagar.

- Sim, meu capitão... apascentei os meus rebanhos várias vezes por aqui.

- Óptimo, conheces também os bosques?

O capitão continuava a correr e a não encará-lo directamente.

- Sim, meu capitão.

O capitão continuou a correr, mas não fez mais perguntas ao sentinela. Em poucos minutos chegaram ao Paço Condal, Pêro perguntava-se agora acerca dos motivos que levaram o capitão o chama-lo para o acompanhar até ali e a fazer aquelas perguntas.

Passaram então entre a passagem que unia um dos torreões ao Paço. À frente do segundo torreão vislumbrou a figura altiva dum fidalgo que reconheceu como sendo o filho mais velho da condessa. O capitão parou diante dele e cumprimentou-o com uma vénia, Pêro apressou-se a seguir o exemplo, embora atabalhoadamente.

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Vitor Pio
Visconde de Santo Tirso
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Data de inscrição : 16/02/2011
Localização : Ourém

MensagemAssunto: Re: [RP] A Caçada   Sex Abr 08, 2011 5:01 pm

Pouco havia passado uns poucos minutos e o capitão Hermingues acompanhado de um homem já faziam-se ver. Ao aproximarem-se, Vitor, muito educadamente, cumprimenta-os:

- Boas Cap. Hermingues. Espero que esteja tudo calmo em Ourém neste belo dia primaveril. Vira-se para o guarda e saúda-o também: - Boas a ti também, senhor...

- Pêro de Aire, ao vosso dispôr meu senhor.

- Óptimo. Prazer em conhecê-lo Pêro.

Após findadas as apresentações, Vitor despede-se e agradece o capitão Hermingues por dispôr um de seus sentilas ao seu auxílio naquela caçada. Fora informado que aquele não era um sentinela escolhido ao acaso, mas era grande conhecedor dos bosques e planícies oureenses.

Vão dialogando até chegarem ao lado de fora do burgo, onde já os aguardavam dois cavalos e um algarve acompanhado de um arco. Preparam-se ambos e partem rumo a caçada.


- Senhor, o que pretende caçar?

- Agradar-me-ia caçar algum javali bem grande, não posso chegar em casa de mãos vazias, se é que me entendes.

- Javalis podem dar mais trabalho, mas existem de montes. E lebres, o que achas de lebres?

- Dão um bom acompanhamento, com toda a certeza. E o diz com uma risada.

Por fim, Pêro indica um bosque à este do burgo e ambos passam a procurar pelo jantar daquela noite.
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[pnj] Pêro de Aire
Guarda Sentinela
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Localização : Serra d'Aire, Condado de Ourém

MensagemAssunto: Re: [RP] A Caçada   Qua Jun 08, 2011 1:55 am

Pêro guiou o fidalgo até aos bosques a este da vila, era uma zona pouco frequentada e por isso pensou que teria bastante caça ligeira e quem sabe algum javali.

O rapaz desceu do cavalo e atou as rédeas ao cavalo de Vítor.


- Vou bater o caminho à procurar rastos de alguma peça de caça, o cavalo ficará melhor consigo para não chamar a atenção, se vir alguma coisa faço-lhe sinal.

O sentinela ensinou a Vítor alguns sinais gestuais e sonoros e os respectivos significados, de seguida embrenhou-se no mato, em silêncio que nem um rato, à procura de fezes e rastos de animais.
Após alguns minutos a bater o mato notou ao longe a presença de uma lebre, de imediato fez sinal a Vítor indicando-lhe a direcção do animal, para que este o matasse.

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Vitor Pio
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Data de inscrição : 16/02/2011
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MensagemAssunto: Re: [RP] A Caçada   Qua Jun 08, 2011 3:32 am

Após acatar a sugestão de Pêro deste ir a frente a procura de animais, e de aprender gestos sonoros e gestuais que certamente serviriam para caçadas futuras, o herdeiro pôs-se a esperar montado ao cavalo. Quando ouve um assovio, quase como o de um pássaro, galopa por alguns metros e agilmente apeia-se do cavalo, toma uma flecha em mãos, e com a perícia que o Exército havia lhe conferido, em poucos segundos dispara uma flecha certeira sobre uma avantajada lebre. A sopa está garantida pensou ele.
Logo, dirigindo-se mais para perto da caça, dá tapinhas cordiais do ombro de Pêro e termina com a agonia do animal semi-morto com um corte na garganta. Logo, toma-a em mãos e prende ao arreio do eqüino que lhe servia de transporte.


- Óptimo Pêro! Conseguimos já a sopa. Preciso agora de um javali, para que sirva de prato principal. Irei arrear o cavalo, e daqui vamos ambos a pé, adentrar o bosque. Se outra lebre surgir, apanhamos-la também.

E logo apeou o cavalo e pôs-se junto com o escudeiro a caminhar sorrateiramente por entre as centenárias árvores oureenses. Como era primavera, o chão estava isento de folhas secas ou galhos, e o silêncio foi-lhes um aliado. Passados alguns minutos, viu Pêro, que estava a alguns metros, gesticular socos no vento. Gritou a ele:

- Ora, mas este não é o sinal para "descansar"?! Não estou cansado. - E quando viu Pêro pôr a mão no rosto em sinal de frustração, logo deu-se conta que aquele era, na verdade, o sinal para "javali".

Correu com toda sua velocidade e percebeu um javali já afoito. Não desistira. Fez um sinal de Siga-me! ao escudeiro e colocaram-se os dois em perseguição ao bravio animal. Pêro, espertamente, correu pelas laterais, e rapidamente já haviam cercado o iminente falecido. Vitor tomou o arco em mãos e disparou uma flecha; errou. Disparou outra; acertou o tronco duma árvore. Mais uma; e acertou a barriga do animal, que então passou a correr lentamente, até cair. Pêro, que estava mais perto donde caíra o jantar, tirou a flecha mortal e assegurou-se da morte do pobre. Nalguns minutos, os dois já cansados homens punham-se a arrastar o animal para donde haviam amarrado os cavalos. Ao lá chegarem, disse ao escudeiro que tanto ajudara-lhe:


- Bom homem, consegui, graças a ti, o jantar desta noite. O que achas de jantar comigo e minha mãe esta noite? - E sorriu esperando uma resposta.
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